quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Cães com feições humanas
Os seres que aparecem na imagem, na verdade, são estátuas que fazem parte da exposição "We Are Family" (Somos Família), criados pela artista plástica de 43 anos Patrícia Piccinini nascida em Serra Leoa e que mora na Austrália há mais de 30 anos. Seus trabalhos são conhecidos e venerados no mundo todo. Ela sempre foi fã de ficção e genética e suas obras, segundo ela, "exploraram as diferenças entre o artificial e o natural. A engenharia genética e a biotecnologia fascinam-me assim como a ficção." As estátuas foram confeccionadas em acrílico, silicone, cabelos humanos, couro bovino e madeira. Foram criadas em 2003 e expostas na Bienal de Veneza, na Itália.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Queda de pêlo em cães
A queda de pêlos também pode ocorrer de forma indireta, por doenças nutricionais ou mesmo infecções. Entre as doenças nutricionais que podem determinar queda de pêlos pode-se citar a simples avitaminose A. Estando essa vitamina A ausente ou em quantidade insuficiente na alimentação do animal, essa vitamina chamada de protetora dos epitélios, poderá haver simples perda de seu brilho e resistência, culminando até por sua queda. Insuficiências de determinados sais minerais na alimentação, pode ter por conseqüência também queda de pêlos. Até simples falta na alimentação de determinados aminoácidos, que como é sabido são por assim dizer os tijolos que formam as moléculas de proteínas mais complexas, podem também determinar queda de pêlo. As Infecções, pelo fato de determinarem febre, poderá ser também uma causa de queda de pêlos.
Em vista desses diferentes fatores, observe a pelagem de seu cão: caso a queda de pêlos seja localizada, formando verdadeiras "ilhas" (sem pêlo), isto requer imediato tratamento de acordo com sua causa, sendo em geral originada por parasitas (fungos, sarnas ou outros parasitas). Caso não seja imediatamente tratada quando parasitária, há o risco inclusive do parasita se alastrar ou mesmo se propagar a outros seres suscetíveis, como o próprio homem, no caso de se tratar, por exemplo, de uma micose tricofítica ou uma sarna por sarcoptis scabiei (escabiose).
Já quando a perda de pêlos ocorrer de forma generalizada, determinando apenas uma rarefação da pelagem (ficando a mesma menos densa), caso a mesma seja discreta e sem perda de brilho, trata-se de uma queda fisiológica e em geral ocorre durante a estação do verão. Porém, quando essa queda é generalizada, tornando a pelagem além de rarefeita também o pêlo perdendo seu brilho, sua causa é geral. Neste último caso, apenas um cuidadoso exame das condições gerais do animal poderá elucidar sua causa específica ou suas causas. Existe também, um quadro mórbido chamado de alopecia areata, cuja causa é nervosa, causando também queda localizada de pêlos.
Deve também ser observado pelo dono ou tratador do animal, se concomitantemente à queda de pêlos existe prurido (coceira), por ser este um importante sintoma complementar para diagnóstico, além de possível rubor da pele (avermelhamento) ou mesmo inflamações nessas áreas da pele onde ocorre tal perda de pêlos. Para dizer se a pele esta ou não inflamada, observe e coloque mesmo sua mão para sentir se há calor anormal nessa área glaba (sem pêlo), pois a inflamação se faz sempre acompanhar de três sinais importantes: dor + calor + rubor.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
A Insustentável Leveza do Ser

"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras: o poder divino."
"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem, e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. Trocando de lugar com os animais: esse direito [o de matar um veado ou uma vaca] nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: ‘Tú reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas', para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida."
"O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um visitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria (tarde demais) desculpas à vaca. Críticando Descartes: Descartes deu o passo decisivo, fez o homem 'maître et propriétaire de la nature'. Que seja precisamente ele quem nega de maneira categórica que os animais tenham alma, eis aí uma enorme coincidência. O homem é senhor e proprietário, enquanto o animal, diz Descartes, não passa de um autômato, uma máquina animada, uma ‘machina animata’. Quando um animal geme, não é uma queixa, é apenas o ranger de um mecanismo que funciona mal. Quando a roda de uma charrete range, isso não quer dizer que a charrete sofra, mas apenas que ela não está lubrificada. Devemos interpretar da mesma maneira os gemidos dos animais, e é inútil lamentar o destino de um cachorro que é dissecado vivo num laboratório."
"Nietzsche está saindo de um hotel em Turim. Vê diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e sob o olhar do cocheiro, explode em soluços. Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche já estava também distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse momento que se declarou sua doença mental. Mas, para mim, é justamente isso que confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão, por Descartes. Sua loucura (portanto seu divórcio da humanidade) começa no instante em que chora sobre o cavalo"
domingo, 24 de outubro de 2010
Pré-históricos
Vermes, trilobitas, moluscos e outros invertebrados
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| trilobita |
Na era paleozóica, há cerca de 570 milhões de anos, adquiriram proeminência alguns artrópodes (animais dotados de patas articuladas) que apresentavam certa semelhança com os caranguejos: os trilobitas. O corpo desses animais, composto de segmentos, era protegido por uma dura carapaça que, constituída de três lóbulos longitudinais, continuava na cabeça, onde formava um escudo semicircular. Possuíam elevado número de patas, duas por segmento, assim como um par de compridas antenas, e viviam nos fundos dos mares primitivos. Os maiores alcançavam mais de setenta centímetros de comprimento. Depois de experimentar grande difusão, extinguiram-se, deixando múltiplos restos fósseis.
Junto aos trilobitas viveram numerosas espécies de esponjas, corais, medusas, vermes e moluscos, que se diversificaram progressivamente, à época em que surgiam os primeiros vertebrados aquáticos e terrestres. Os moluscos, e especialmente os cefalópodes (grupo a que pertencem as lulas), experimentaram grande apogeu na era mesozóica. Destacaram-se entre estes os amonites e os belemnites. Os primeiros, protegidos por conchas espirais, eram nadadores. Os belemnites, por sua vez, apresentavam uma carapaça reta e, como os anteriores, dispunham de numerosos tentáculos. À medida que a vida conquistava a terra firme e as matas cobriam os continentes primitivos, proliferavam novos grupos de invertebrados: insetos, que alcançavam em certos casos considerável envergadura, como as libélulas gigantes, de aproximadamente setenta centímetros, aranhas e escorpiões, centopéias etc.
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| dunkleosteus |
O reinado dos grandes répteis
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| dino corcova |
Aves e mamíferos pré-históricos
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| arqueopterix |
Os mamíferos, por sua vez, já apareceram na era mesozóica, também a partir dos répteis, e durante o predomínio dos grandes sáurios apresentaram formas de pequeno tamanho. Com o declínio dos dinossauros, iniciaram sua brilhante expansão até cerca de sessenta milhões de anos atrás, já na era cenozóica. Entre os grandes mamíferos se destacaram os proboscídeos, de dieta herbívora, que possuíam prolongamentos carnudos em forma de tromba e grandes presas semelhantes às dos elefantes. O dinotério alcançava cinco metros de altura e tinha duas presas curvadas para baixo. Outros, como o mastodonte, contavam com quatro presas projetadas para adiante. Na América do Sul viveu a preguiça gigante, o megatério, que tinha aproximadamente seis metros de comprimento e pesava várias toneladas.
Logo se desenvolveram também animais parecidos com o rinoceronte, como o paraceratério, com cerca de cinco metros de altura; outros aparentados com os tatus, como o gliptodonte, ou com os ruminantes, como o sintetócero, espécie sul-americana de aspecto semelhante ao dos antílopes, com dois chifres curvos na cabeça e outro bifurcado e proeminente na extremidade do focinho. No continente americano surgiram os primeiros animais aparentados com os cavalos, os pequenos Eohippus, de tamanho aproximado de um cão e que apresentavam quatro dedos nas patas dianteiras e três nas traseiras (os eqüídeos, no entanto, desapareceram posteriormente da América).
As profundas mudanças climáticas ocorridas durante o período quaternário, iniciado há cerca de dois milhões de anos, causaram um resfriamento geral, devido às glaciações. Isso deu origem a uma modificação radical da fauna. Surgiram assim espécies adaptadas ao clima glacial, como o rinoceronte felpudo, o mamute, o urso das cavernas, o urso ou touro primitivo, o cervo gigante e o felino conhecido como tigre-dente-de-sabre, o Smilodon. Boa parte dessas espécies animais foi contemporânea do homem primitivo, como se comprovou pelos ossos em jazigos pré-históricos.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Tabela de Vacinação para Gatos
| Idade | Vacina | Protege contra | 60 dias | 1ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia Felina | Rinotraqueíte Calicivirose Panleucopenia Clamidiose Leucemia |
90 dias | 2ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia Felina | Rinotraqueíte Calicivirose Panleucopenia Clamidiose Leucemia |
120 dias | 3ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia Felina | Rinotraqueíte Calicivirose Panleucopenia Clamidiose Leucemia |
4-5 meses | Anti-Rábica. Obs: Esta vacina pode ser aplicada juntamente com a terceira dose da quádrupla felina | Raiva | Revacinação anual | Reaplicar uma dose da vacina quádrupla. Obs: a vacina quádrupla deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim ele estará protegido de todas as doenças | Rinotraqueíte Calicivirose Panleucopenia Clamidiose Leucemia |
Revacinação anual | Reapliacar anti-rábica Obs: a vacina anti-rábica deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim você e seu cão estarão protegidos | Raiva |
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Tabela de Vacinação para Cães
| Idade | Vacina | Protege contra | 50 dias | 1ª dose de vacina múltipla (V8) | Parvovirose Coronavirose Cinomose Leptospiroses caninas Hepatites infecciosas Parainfluenza |
60 dias | 2ª dose de vacina múltipla (V8) + 1ª dose Tosse dos Canis (Bordetelose) | Parvovirose Coronavirose Cinomose Leptospiroses caninas Hepatites infecciosas Parainfluenza |
90 dias | 3ª dose de vacina múltipla (V8) + 2ª dose Tosse dos Canis (Bordetelose) | Parvovirose Coronavirose Cinomose Leptospiroses caninas Hepatites infecciosas Parainfluenza |
110 dias | 4ª dose da vacina múltipla (V8) é recomendada para o aumento da proteção devido a total formação do sistema imunológico e a maior sensibilidade de algumas raças | 120 dias | Anti-Rábica | Raiva | Revacinação anual | Reaplicar uma dose de vacina múltipla (V8). Obs: a vacina múltipla deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim ele estará protegido de todas as doenças. | Parvovirose Coronavirose Cinomose Leptospiroses caninas Hepatites infecciosas Parainfluenza |
Revacinação anual | Reaplicar Tosse dos Canis e Anti-Rábica. Obs: a vacina anti-rábica deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim você e seu cão estarão protegidos. | Raiva |
domingo, 17 de outubro de 2010
Vacinação
1. Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pelas mães durante um tempo curto logo após o nascimento.
VERDADE: Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.
2. Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.
VERDADE: Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.
3. Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.
FALSO: Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.
4. A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.
FALSO: O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.
5. Cães idosos (mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.
VERDADE: Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.
6. A vacinação de animais que já estão doentes irá prevenir a progressão da doença.
FALSO: A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. Sete dias a duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.
7. Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
VERDADE: Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demonstraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.
8. Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.
FALSO: Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma destas doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas podem ser tão severas podendo predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.
sábado, 16 de outubro de 2010
Eutanásia Animal
Originalmente do grego eu-thanasia:"morte feliz", ganha cada vez mais espaço nos meios acadêmicos veterinários de países desenvolvidos. Conforme estudos elaborados nos Estados Unidos, a eutanásia representa 3% da clínica veterinária. No Brasil, o tema é discutido com pouca ênfase nas universidades e nos diversos setores da classe médica veterinária. As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente, acatando, na maioria dos casos, ordens de pessoas hierarquicamente superiores.
No que diz respeito aos aspectos relacionados à manutenção da saúde, a medicina veterinária está sujeita a 2 paradigmas:
• os cuidados com animais de produção
• e os de estimação.
No primeiro a ética veterinária prevalece, e o animal não é individualizado. Como a morte do animal neste caso é inevitável, não representa a eutanásia propriamente dita, mas sim o abate. No segundo caso, a criação do bicho está inserida na relação homem-animal de estimação, onde a morte não é superada. Aí, a manutenção da vida, dentro da estrutura da medicina veterinária, é o objetivo básico para manter os lados afetivos-emotivos entre "dono" e "paciente" (animal).
A eutanásia ganha então outra visão. A partir do momento em que a morte começa a rondar e torna-se uma realidade inexorável, é que se exteriorizam todas as dimensões da profundidade desta relação. Qual deve ser então o posicionamento do veterinário, no momento que as condições psicológicas do dono são fragilizadas? Como e o que fazer diante de um caso "terminal"? Quais os critérios de uma decisão que poderá levar à eutanásia e os procedimentos a serem tomados? Todas essas perguntas - e outras que naturalmente surgem - não estão em nenhum manual de primeiros socorros e um pouco distantes do código de ética profissional. A formação humana é que posicionará o veterinário, conforme sua sensibilidade.
A Dra. Hannelore Fuchs, psicóloga, médica veterinária e uma das poucas pessoas que tem se aprofundado no estudo da relação homem-animal faz algumas considerações sobre o assunto, mas de início já avisa: a decisão final sempre deve ser do dono. Contudo, a pessoa poderá estar de tal forma afetada, mesmo após ser ouvida a avaliação do médico veterinário quanto às condições de saúde animal - e a possibilidade de salvá-lo -, ainda que sejam necessários sacrifícios pessoais, envolvendo todo um processo de enfermagem, por exemplo.
Tudo isso, também é comum nos casos que as pessoas exigem os mesmos cuidados para o seu "cãozinho", que os dados a qualquer ser humano. Aí começam a ser trabalhados outros aspectos. Fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, aliada a outros fatores de ordem prática, como capacidade de tratamento animal, que requer tempo, dedicação e habilidade de enfermagem por parte do dono.
E o sofrimento de perda, com quem fica?
Geralmente a dor fica com as pessoas que mais conviveram e amaram o animal. Pode ocorrer que a pessoa que toma para si a responsabilidade de eutanásia, tenha um grau menor de afetividade. Como o "chefe" da família, por exemplo, nem sempre terá a mesma relação com o cãozinho que os demais familiares. Além de serem analisadas as condições sentimentais que cercam o bicho, também deve ser avaliado o sofrimento do bicho, para que, a partir disso, o médico veterinário venha ter uma postura que o leve a iniciar "um ritual" de preparação com o dono, conscientizando-o da morte eminente.
A psicóloga e veterinária adverte que todo o processo de eutanásia, deve ser explicado ao proprietário. Deve-se mostrar os mecanismos da eutanásia e as conseqüências psicológicas. assim, após a morte, ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será desgastantes.
Responsabilidade
Diferente da responsabilidade da cura, a da morte pode ser mais séria, sobretudo, se não respeitada à vontade do cliente. Apesar de não existir nenhuma lei para determinar os parâmetros da chamada "morte feliz", é condenável, e passível de punição, a eutanásia ativa, aquela que a ação direta provoca a morte do paciente (animal), quando não autorizado pelo cliente (dono). É de se questionar se a execução de milhares de animais em canis é um ato ativo ou passivo. O número de animais soltos nas grandes cidades cresce a cada dia e, consequentemente, o "sacrifício" também é cada vez maior. E realmente é impressionante.














