"Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações." (Sigmund Freud)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Cães com feições humanas

Lenda pesquisada por Gilmar Henrique Lopes




Essa foto circula pela internet desde 2003 e vem acompanhada de várias versões. Uma delas afirma que os seres expostos fazem parte de uma experiência genética, que juntou os "genes" de seres humanos com o de animais! Outra, diz que esses "bichos" seriam o resultado da evolução natural das espécies. Depois de muitas teorias finalmente descobriu-se que a imagem é real, mas as versões são falsas.

Os seres que aparecem na imagem, na verdade, são estátuas que fazem parte da exposição "We Are Family" (Somos Família), criados pela artista plástica de 43 anos Patrícia Piccinini nascida em Serra Leoa e que mora na Austrália há mais de 30 anos. Seus trabalhos são conhecidos e venerados no mundo todo. Ela sempre foi fã de ficção e genética e suas obras, segundo ela, "exploraram as diferenças entre o artificial e o natural. A engenharia genética e a biotecnologia fascinam-me assim como a ficção." As estátuas foram confeccionadas em acrílico, silicone, cabelos humanos, couro bovino e madeira. Foram criadas em 2003 e expostas na Bienal de Veneza, na Itália.


terça-feira, 26 de outubro de 2010

Queda de pêlo em cães

Por Dr. Carmello Liberato Thadei


As quedas de pêlos podem e ocorrem por várias razões. Uma delas é a chamada queda fisiológica, que ocorre normalmente por envelhecimento do próprio pêlo ou de seu folículo (raiz) e assim esse pêlo cai para ser em seguida substituído por outros. Essa queda fisiológica ocorre em geral no verão e não é localizada, mas generalizada, isto não querendo dizer que o animal se torne careca, pois essa queda é rarefeita e é percebida apenas com cuidadosa observação, pelo fato da pelagem ficar menos densa. A queda chamada patológica (alopecia), que é a queda anormal tem várias causas. Entre elas, doenças do próprio pêlo ou da pele do animal, tais como micoses, sarnas, eczemas, enfim uma variedade enorme de causas diretas no epitélio de revestimento animal.

A queda de pêlos também pode ocorrer de forma indireta, por doenças nutricionais ou mesmo infecções. Entre as doenças nutricionais que podem determinar queda de pêlos pode-se citar a simples avitaminose A. Estando essa vitamina A ausente ou em quantidade insuficiente na alimentação do animal, essa vitamina chamada de protetora dos epitélios, poderá haver simples perda de seu brilho e resistência, culminando até por sua queda. Insuficiências de determinados sais minerais na alimentação, pode ter por conseqüência também queda de pêlos. Até simples falta na alimentação de determinados aminoácidos, que como é sabido são por assim dizer os tijolos que formam as moléculas de proteínas mais complexas, podem também determinar queda de pêlo. As Infecções, pelo fato de determinarem febre, poderá ser também uma causa de queda de pêlos.

Em vista desses diferentes fatores, observe a pelagem de seu cão: caso a queda de pêlos seja localizada, formando verdadeiras "ilhas" (sem pêlo), isto requer imediato tratamento de acordo com sua causa, sendo em geral originada por parasitas (fungos, sarnas ou outros parasitas). Caso não seja imediatamente tratada quando parasitária, há o risco inclusive do parasita se alastrar ou mesmo se propagar a outros seres suscetíveis, como o próprio homem, no caso de se tratar, por exemplo, de uma micose tricofítica ou uma sarna por sarcoptis scabiei (escabiose).

Já quando a perda de pêlos ocorrer de forma generalizada, determinando apenas uma rarefação da pelagem (ficando a mesma menos densa), caso a mesma seja discreta e sem perda de brilho, trata-se de uma queda fisiológica e em geral ocorre durante a estação do verão. Porém, quando essa queda é generalizada, tornando a pelagem além de rarefeita também o pêlo perdendo seu brilho, sua causa é geral. Neste último caso, apenas um cuidadoso exame das condições gerais do animal poderá elucidar sua causa específica ou suas causas. Existe também, um quadro mórbido chamado de alopecia areata, cuja causa é nervosa, causando também queda localizada de pêlos.

Deve também ser observado pelo dono ou tratador do animal, se concomitantemente à queda de pêlos existe prurido (coceira), por ser este um importante sintoma complementar para diagnóstico, além de possível rubor da pele (avermelhamento) ou mesmo inflamações nessas áreas da pele onde ocorre tal perda de pêlos. Para dizer se a pele esta ou não inflamada, observe e coloque mesmo sua mão para sentir se há calor anormal nessa área glaba (sem pêlo), pois a inflamação se faz sempre acompanhar de três sinais importantes: dor + calor + rubor.


segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Insustentável Leveza do Ser

Milan Kundera, 1983


"A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras: o poder divino."

"No começo do Gênese está escrito que Deus criou o homem para reinar sobre os pássaros, os peixes e os animais. É claro, o Gênese foi escrito por um homem, e não por um cavalo. Nada nos garante que Deus desejasse realmente que o homem reinasse sobre as outras criaturas. É mais provável que o homem tenha inventado Deus para santificar o poder que usurpou da vaca e do cavalo. Trocando de lugar com os animais: esse direito [o de matar um veado ou uma vaca] nos parece natural porque somos nós que estamos no alto da hierarquia. Mas bastaria que um terceiro entrasse no jogo, por exemplo, um visitante de outro planeta a quem Deus tivesse dito: ‘Tú reinarás sobre as criaturas de todas as outras estrelas', para que toda a evidência do Gênese fosse posta em dúvida."

"O homem atrelado à carroça de um marciano - eventualmente grelhado no espeto por um visitante da Via-Láctea - talvez se lembrasse da costeleta de vitela que tinha o hábito de cortar em seu prato. Pediria (tarde demais) desculpas à vaca. Críticando Descartes: Descartes deu o passo decisivo, fez o homem 'maître et propriétaire de la nature'. Que seja precisamente ele quem nega de maneira categórica que os animais tenham alma, eis aí uma enorme coincidência. O homem é senhor e proprietário, enquanto o animal, diz Descartes, não passa de um autômato, uma máquina animada, uma ‘machina animata’. Quando um animal geme, não é uma queixa, é apenas o ranger de um mecanismo que funciona mal. Quando a roda de uma charrete range, isso não quer dizer que a charrete sofra, mas apenas que ela não está lubrificada. Devemos interpretar da mesma maneira os gemidos dos animais, e é inútil lamentar o destino de um cachorro que é dissecado vivo num laboratório."

"Nietzsche está saindo de um hotel em Turim. Vê diante de si um cavalo, e um cocheiro espancando-o com um chicote. Nietzsche se aproxima do cavalo, abraça-lhe o pescoço, e sob o olhar do cocheiro, explode em soluços. Isso aconteceu em 1889, e Nietzsche já estava também distanciado dos homens. Em outras palavras: foi precisamente nesse momento que se declarou sua doença mental. Mas, para mim, é justamente isso que confere ao gesto seu sentido profundo. Nietzsche veio pedir ao cavalo perdão, por Descartes. Sua loucura (portanto seu divórcio da humanidade) começa no instante em que chora sobre o cavalo"

domingo, 24 de outubro de 2010

Pré-históricos



As condições da Terra mudaram de maneira gradativa ou depois de violentos cataclismos. Paralelamente evoluíram os organismos vivos, tanto vegetais como animais, ao longo das eras geológicas.

Vermes, trilobitas, moluscos e outros invertebrados

trilobita
Dá-se o nome de animais pré-históricos àqueles que viveram antes da era histórica e hoje não existem mais. Os primeiros de que se tem notícia viveram no pré-cambriano, era geológica que compreende os tempos mais recuados, imediatamente posteriores à formação da Terra. Esses seres tinham formas semelhantes às das medusas, vermes e estrelas-do-mar. Na maior parte dos casos só restaram pegadas e marcas fósseis impressas nas rochas, motivo pelo qual seu conhecimento é muito impreciso. No entanto, a atividade da vida marinha animal naqueles tempos distantes deve ter sido muito intensa, já que a partir dela se originou grande parte dos grupos de invertebrados mais importantes.

Na era paleozóica, há cerca de 570 milhões de anos, adquiriram proeminência alguns artrópodes (animais dotados de patas articuladas) que apresentavam certa semelhança com os caranguejos: os trilobitas. O corpo desses animais, composto de segmentos, era protegido por uma dura carapaça que, constituída de três lóbulos longitudinais, continuava na cabeça, onde formava um escudo semicircular. Possuíam elevado número de patas, duas por segmento, assim como um par de compridas antenas, e viviam nos fundos dos mares primitivos. Os maiores alcançavam mais de setenta centímetros de comprimento. Depois de experimentar grande difusão, extinguiram-se, deixando múltiplos restos fósseis.

Junto aos trilobitas viveram numerosas espécies de esponjas, corais, medusas, vermes e moluscos, que se diversificaram progressivamente, à época em que surgiam os primeiros vertebrados aquáticos e terrestres. Os moluscos, e especialmente os cefalópodes (grupo a que pertencem as lulas), experimentaram grande apogeu na era mesozóica. Destacaram-se entre estes os amonites e os belemnites. Os primeiros, protegidos por conchas espirais, eram nadadores. Os belemnites, por sua vez, apresentavam uma carapaça reta e, como os anteriores, dispunham de numerosos tentáculos. À medida que a vida conquistava a terra firme e as matas cobriam os continentes primitivos, proliferavam novos grupos de invertebrados: insetos, que alcançavam em certos casos considerável envergadura, como as libélulas gigantes, de aproximadamente setenta centímetros, aranhas e escorpiões, centopéias etc.

Peixes encouraçados e anfíbios

dunkleosteus
Na era paleozóica, enquanto os trilobitas se expandiam pelos mares, nas águas doces iniciavam sua evolução os primeiros vertebrados -- primitivos peixes desprovidos de mandíbulas. Muitos desenvolveram na parte anterior do corpo uma poderosa armação de placas ósseas, o que lhes dava um aspecto encouraçado: eram os chamados ostracodermos. Nestes, a porção final do tronco era formada de escamas em forma de losangos. A maior parte dos ostracodermos extinguiu-se. Uma linha evolutiva deu origem às lampreias atuais e outra fez surgir os primeiros peixes com mandíbulas ou placodermos, também providos de placas ósseas. Alguns, como o Dunkleosteus, eram vorazes predadores e tinham mais de dez metros de comprimento. Apresentavam mandíbulas dotadas de poderosos dentes com os quais podiam romper a proteção óssea de outros peixes.

A partir dos placodermos originaram-se os peixes de esqueleto cartilaginoso, entre os quais se acham os tubarões, e os osteíctes, dotados de esqueleto ósseo. Alguns destes últimos, de barbatanas lobuladas e carnudas, e com sacos faríngeos capazes de armazenar ar, habitavam lagoas que secavam periodicamente, o que os obrigava a arrastar-se por meio de suas barbatanas até outras lagoas: derivaram desse grupo os anfíbios. Entre os anfíbios primitivos, muito parecidos com os répteis, houve espécies de grande tamanho, providas de robustas caudas e patas, e de fortes mandíbulas. Alguns, como o Icthyostega, atingiram noventa centímetros de comprimento, e outros, como o Eryops, chegaram a medir 1,5m.

O reinado dos grandes répteis

dino corcova
Os primeiros vertebrados especificamente terrestres, em grande parte independentes do meio aquático, foram os répteis, que provinham dos anfíbios e apareceram na era paleozóica. Foi no entanto, durante a era mesozóica, há cerca de 200 milhões de anos, que esse importante grupo conquistou a supremacia na terra e produziu grande número de espécies, algumas das quais também se adaptaram aos meios aquáticos e aéreos. O domínio dos répteis foi prolongado, já que durou aproximadamente 140 milhões de anos, ao longo dos quais deram origem a formas gigantescas, que culminaram nos dinossauros. No grupo de répteis denominados pterossauros, desenvolveram-se amplos prolongamentos membranosos entre o corpo e os membros anteriores, o que lhes permitiu voar. O pteranodonte possuía longos membros e alcançava uma envergadura de oito metros. Tinha a cabeça volumosa, e na parte da cauda sobressaía uma dilatação óssea que equilibrava o peso do enorme bico do animal. O pterodáctilo tinha porte menor e possuía um bico alongado com dentes.

Em outro ambiente, ictiossauros e plesiossauros adaptaram-se à vida marítima. Os primeiros eram parecidos com peixes, apresentavam uma barbatana dorsal e outra caudal, e dispunham de longas mandíbulas dentadas. Os plesiossauros, que chegavam a medir três metros de comprimento, apresentavam aspecto mais semelhante ao dos répteis. De pescoço alongado e serpentiforme, tinham nas extremidades barbatanas natatórias. Um capítulo especial é constituído pelos dinossauros, muitos dos quais alcançaram dimensões colossais. Entre os maiores devem-se mencionar os diplódocos, com mais de 25m de comprimento. Esses sáurios tinham um longo pescoço que brotava de um corpo poderoso e maciço, cabeça pequena e cauda de considerável extensão. Eram herbívoros.

O brontossauro, que viveu na América do Norte, media cerca de vinte metros de comprimento, mais de quatro de altura, trinta toneladas e também era herbívoro. Ainda maior era o braquiossauro, com uma altura de 12,5m e um peso calculado em oitenta toneladas, igual ao de vinte elefantes de grande porte. Alguns dinossauros possuíam placas córneas, chifres e outras defesas. Era esse o caso do tricerátopo, que ostentava dois cornos e uma crista na parte posterior da cabeça, e do estegossauro, com mais de seis metros de comprimento e dupla fileira de placas ósseas sobre o lombo. Houve também espécies carnívoras, como o megalossauro, de três metros de altura, que caminhava sobre as patas traseiras, e o tiranossauro, grande predador de aproximadamente 12m de comprimento e cinco de altura, igualmente bípede. Depois de dominar a Terra durante mais de cem milhões de anos, os dinossauros extinguiram-se maciça e rapidamente. A causa de seu desaparecimento continua sendo um mistério para os cientistas, que elaboraram dezenas de teorias para explicá-la: desde repentinas mudanças climáticas até a possível ação de radiações cósmicas.

Aves e mamíferos pré-históricos

arqueopterix
Os restos de ave mais antigos conhecidos pertencem ao arqueoptérix, que viveu há cerca de 150 milhões de anos e apresentava uma mescla de traços de ave, como possuir penas e certas características ósseas, e de réptil, como o fato de ter cauda comprida e dentes. Esses fósseis indicam que as aves descenderam de um grupo de répteis que adquiriu capacidade de voar, o que transformou sua anatomia e sua fisiologia.

Os mamíferos, por sua vez, já apareceram na era mesozóica, também a partir dos répteis, e durante o predomínio dos grandes sáurios apresentaram formas de pequeno tamanho. Com o declínio dos dinossauros, iniciaram sua brilhante expansão até cerca de sessenta milhões de anos atrás, já na era cenozóica. Entre os grandes mamíferos se destacaram os proboscídeos, de dieta herbívora, que possuíam prolongamentos carnudos em forma de tromba e grandes presas semelhantes às dos elefantes. O dinotério alcançava cinco metros de altura e tinha duas presas curvadas para baixo. Outros, como o mastodonte, contavam com quatro presas projetadas para adiante. Na América do Sul viveu a preguiça gigante, o megatério, que tinha aproximadamente seis metros de comprimento e pesava várias toneladas.

Logo se desenvolveram também animais parecidos com o rinoceronte, como o paraceratério, com cerca de cinco metros de altura; outros aparentados com os tatus, como o gliptodonte, ou com os ruminantes, como o sintetócero, espécie sul-americana de aspecto semelhante ao dos antílopes, com dois chifres curvos na cabeça e outro bifurcado e proeminente na extremidade do focinho. No continente americano surgiram os primeiros animais aparentados com os cavalos, os pequenos Eohippus, de tamanho aproximado de um cão e que apresentavam quatro dedos nas patas dianteiras e três nas traseiras (os eqüídeos, no entanto, desapareceram posteriormente da América).

As profundas mudanças climáticas ocorridas durante o período quaternário, iniciado há cerca de dois milhões de anos, causaram um resfriamento geral, devido às glaciações. Isso deu origem a uma modificação radical da fauna. Surgiram assim espécies adaptadas ao clima glacial, como o rinoceronte felpudo, o mamute, o urso das cavernas, o urso ou touro primitivo, o cervo gigante e o felino conhecido como tigre-dente-de-sabre, o Smilodon. Boa parte dessas espécies animais foi contemporânea do homem primitivo, como se comprovou pelos ossos em jazigos pré-históricos.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Tabela de Vacinação para Gatos



IdadeVacinaProtege contra
 60 dias1ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia FelinaRinotraqueíte
Calicivirose
Panleucopenia
Clamidiose
Leucemia
 90 dias2ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia FelinaRinotraqueíte
Calicivirose
Panleucopenia
Clamidiose
Leucemia
120 dias3ª dose Vacina Quádrupla Felina + Leucemia FelinaRinotraqueíte
Calicivirose
Panleucopenia
Clamidiose
Leucemia
4-5 mesesAnti-Rábica.
Obs: Esta vacina pode ser aplicada juntamente com a terceira dose da quádrupla felina
Raiva
Revacinação anualReaplicar uma dose da vacina quádrupla.
Obs: a vacina quádrupla deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim ele estará protegido de todas as doenças
Rinotraqueíte
Calicivirose
Panleucopenia
Clamidiose
Leucemia
Revacinação anualReapliacar anti-rábica
Obs: a vacina anti-rábica deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim você e seu cão estarão protegidos
Raiva


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Tabela de Vacinação para Cães



IdadeVacinaProtege contra
 50 dias1ª dose de vacina múltipla (V8)Parvovirose
Coronavirose
Cinomose
Leptospiroses caninas
Hepatites infecciosas
Parainfluenza
 60 dias2ª dose de vacina múltipla (V8) + 1ª dose Tosse dos Canis (Bordetelose)Parvovirose
Coronavirose
Cinomose
Leptospiroses caninas
Hepatites infecciosas
Parainfluenza
 90 dias3ª dose de vacina múltipla (V8) + 2ª dose Tosse dos Canis (Bordetelose)Parvovirose
Coronavirose
Cinomose
Leptospiroses caninas
Hepatites infecciosas
Parainfluenza
110 dias     4ª dose da vacina múltipla (V8) é recomendada para o aumento da proteção devido a total formação do sistema imunológico e a maior sensibilidade de algumas raças   
120 diasAnti-RábicaRaiva
Revacinação anualReaplicar uma dose de vacina múltipla (V8).
Obs: a vacina múltipla deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim ele estará protegido de todas as doenças.
Parvovirose
Coronavirose
Cinomose
Leptospiroses caninas
Hepatites infecciosas
Parainfluenza
Revacinação anualReaplicar Tosse dos Canis e Anti-Rábica.
Obs: a vacina anti-rábica deve ser reaplicada uma vez por ano, todos os anos. Só assim você e seu cão estarão protegidos.
Raiva


domingo, 17 de outubro de 2010

Vacinação



1. Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pelas mães durante um tempo curto logo após o nascimento.

VERDADE: Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.

2. Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.

VERDADE: Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.

3. Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.

FALSO: Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.

4. A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.

FALSO: O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.

5. Cães idosos (mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.

VERDADE: Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.

6. A vacinação de animais que já estão doentes irá prevenir a progressão da doença.

FALSO: A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. Sete dias a duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.

7. Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.

VERDADE: Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demonstraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.

8. Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.

FALSO: Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma destas doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas podem ser tão severas podendo predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.

sábado, 16 de outubro de 2010

Eutanásia Animal

por Dr. Albert Lang


Originalmente do grego eu-thanasia:"morte feliz", ganha cada vez mais espaço nos meios acadêmicos veterinários de países desenvolvidos. Conforme estudos elaborados nos Estados Unidos, a eutanásia representa 3% da clínica veterinária. No Brasil, o tema é discutido com pouca ênfase nas universidades e nos diversos setores da classe médica veterinária. As questões humanas que envolvem o assunto são complexas e estão além do ponto de vista ético-profissional, principalmente por ser esta profissão a única com o direito de execução de um paciente, acatando, na maioria dos casos, ordens de pessoas hierarquicamente superiores.

No que diz respeito aos aspectos relacionados à manutenção da saúde, a medicina veterinária está sujeita a 2 paradigmas:

• os cuidados com animais de produção
• e os de estimação.

No primeiro a ética veterinária prevalece, e o animal não é individualizado. Como a morte do animal neste caso é inevitável, não representa a eutanásia propriamente dita, mas sim o abate. No segundo caso, a criação do bicho está inserida na relação homem-animal de estimação, onde a morte não é superada. Aí, a manutenção da vida, dentro da estrutura da medicina veterinária, é o objetivo básico para manter os lados afetivos-emotivos entre "dono" e "paciente" (animal).

A eutanásia ganha então outra visão. A partir do momento em que a morte começa a rondar e torna-se uma realidade inexorável, é que se exteriorizam todas as dimensões da profundidade desta relação. Qual deve ser então o posicionamento do veterinário, no momento que as condições psicológicas do dono são fragilizadas? Como e o que fazer diante de um caso "terminal"? Quais os critérios de uma decisão que poderá levar à eutanásia e os procedimentos a serem tomados? Todas essas perguntas - e outras que naturalmente surgem - não estão em nenhum manual de primeiros socorros e um pouco distantes do código de ética profissional. A formação humana é que posicionará o veterinário, conforme sua sensibilidade.

A Dra. Hannelore Fuchs, psicóloga, médica veterinária e uma das poucas pessoas que tem se aprofundado no estudo da relação homem-animal faz algumas considerações sobre o assunto, mas de início já avisa: a decisão final sempre deve ser do dono. Contudo, a pessoa poderá estar de tal forma afetada, mesmo após ser ouvida a avaliação do médico veterinário quanto às condições de saúde animal - e a possibilidade de salvá-lo -, ainda que sejam necessários sacrifícios pessoais, envolvendo todo um processo de enfermagem, por exemplo.

Tudo isso, também é comum nos casos que as pessoas exigem os mesmos cuidados para o seu "cãozinho", que os dados a qualquer ser humano. Aí começam a ser trabalhados outros aspectos. Fator econômico pode pesar muito no momento pela eutanásia, aliada a outros fatores de ordem prática, como capacidade de tratamento animal, que requer tempo, dedicação e habilidade de enfermagem por parte do dono.

E o sofrimento de perda, com quem fica?

Geralmente a dor fica com as pessoas que mais conviveram e amaram o animal. Pode ocorrer que a pessoa que toma para si a responsabilidade de eutanásia, tenha um grau menor de afetividade. Como o "chefe" da família, por exemplo, nem sempre terá a mesma relação com o cãozinho que os demais familiares. Além de serem analisadas as condições sentimentais que cercam o bicho, também deve ser avaliado o sofrimento do bicho, para que, a partir disso, o médico veterinário venha ter uma postura que o leve a iniciar "um ritual" de preparação com o dono, conscientizando-o da morte eminente.

A psicóloga e veterinária adverte que todo o processo de eutanásia, deve ser explicado ao proprietário. Deve-se mostrar os mecanismos da eutanásia e as conseqüências psicológicas. assim, após a morte, ficará mais fácil todo esse processo de luto, evitando-se que a raiva e culpa sejam jogadas em cima da figura do veterinário, o que será desgastantes.

Responsabilidade

Diferente da responsabilidade da cura, a da morte pode ser mais séria, sobretudo, se não respeitada à vontade do cliente. Apesar de não existir nenhuma lei para determinar os parâmetros da chamada "morte feliz", é condenável, e passível de punição, a eutanásia ativa, aquela que a ação direta provoca a morte do paciente (animal), quando não autorizado pelo cliente (dono). É de se questionar se a execução de milhares de animais em canis é um ato ativo ou passivo. O número de animais soltos nas grandes cidades cresce a cada dia e, consequentemente, o "sacrifício" também é cada vez maior. E realmente é impressionante.